Cia Bachiana Brasileira encerra temporada com épico de Mendelssohn

Sob regência e direção do maestro Ricardo Rocha, a Cia Bachiana Brasileira encerra a temporada 2017 com Elias – O épico oratório de Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. Cerca de 100 artistas sobem ao palco, entre orquestra, coro e solistas, numa única apresentação, dia 17 de dezembro (domingo), às 18h.

ELIAS Imagem editada

Junto à Orquestra e ao Coro da Cia. Bachiana Brasileira, a obra terá nove solistas, sendo um quinteto solista do coro e, no quarteto principal, o barítono Marcelo Coutinho no papel-título; Veruschka Mainhardt, soprano; Carolina Faria, contralto; e Eric Herrero, tenor.

Com o patrocínio do Ministério da Cultura e da Innospec, por meio da Lei Rouanet, a montagem conta com a tradução do libreto original em alemão com legendas projetadas em português.

Mais conhecido do grande público por obras como Sonho de uma Noite de verão, com a famosa marcha nupcial, ou a Sinfonia Escocesa, Mendelssohn, já aos 27 anos de idade, se deixou enlevar pela história do profeta que resistiu ao culto do ídolo Baal e às perseguições ordenadas pela rainha Jezabel. Foram necessários dez anos de trabalho para a realização deste seu Elias, sua mais importante composição.

Ricardo Rocha-103

“Como o drama da vida humana se repete através das gerações, a temática é mais do que atual, se pensarmos no deus Baal dos mercadores fenícios, hoje representado pelo deus ‘Mercado’ de nossa contemporaneidade, impondo o modelo predatório das economias baseadas no consumo que devora o planeta, os valores do espírito e as relações pessoais, tornadas igualmente descartáveis”, reflete Ricardo Rocha.

Com suas quase duas horas e meia de duração divididas em duas partes, a obra é titânica em sua intensidade. O coro é exigido o tempo todo: participa da ação ora como povo de Israel, ora como os sacerdotes de Baal ou ainda como o coro de anjos.

Após algumas apresentações com enorme sucesso, a versão final da obra teve sua estreia em 16 de abril de 1847 em Londres, sob a regência do próprio Mendelssohn, que em 4 de novembro deste mesmo ano veio a falecer de derrame aos 38 anos de idade, o que tornou este grande oratório a sua obra-testamento.

 

Serviço:

Elias, oratório de Felix Mendelssohn para coro, orquestra e nove solistas

Cia. Bachiana Brasileira, orquestra, coro e solistas

Direção e Regência: maestro Ricardo Rocha

Local: Sala Cecília Meireles, domingo, 17 de dezembro, às 18h – apresentação única

Ingressos:  R$ 20 e R$10 meia-entrada – www.ingressorapido.com.br

 

Teasers:

 . Stravinsky, Suite Pulcinella

https://www.youtube.com/watch?v=_H8N1cN-GWk&feature=youtu.be

. J. M. Nunes Garcia, Ofício 1816, Mosteiro de São Bento

https://www.youtube.com/watch?v=ftqtPusTwWY&feature=youtu.be

. W. A. Mozart, Sinfonia 41, “Jupiter”, final do 4º. Movimento

https://www.youtube.com/watch?v=TvR3ePWAF-k

Obras completas:

 

1 – Bach, Johann Sebastian, BWV 4 – “Christ lag in Todesbanden“:

https://youtu.be/XczNFE9VA5Y     …………………………….. 24′

 

2 – Johannes Brahms, Quarta Sinfonia, em mi menor, opus 98

3º. e  4o. movimentos: https://youtu.be/bXcrir_myo8  ………………………. 21′

 

3 – Béla Bartók,  Concerto para Piano e Orquestra n° 03  ………………………….. 32′

Tamara Ujakova, Piano

https://www.youtube.com/watch?v=AgcDHKB0kvA&t=1348s

 

Mais informações sobre o maestro no site www.maestroricardorocha.com

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