Canta forte, canta alto!

Ângelo Cavalcante*
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Passou da hora dos movimentos sociais darem um xeque-mate nessa direita; estou falando dessas jogadas sublimes que encalacra o adversário; desses movimentos maravilhosos e que encerra uma parada; tipo “sinuca de bico”! Um passe de tal delicadeza, poesia e inteligência que o ordinário não vai pra frente e nem pra trás. Fica ali, paradinho, quieto, humilhado e penando ao ponto de, tão somente, assumir a derrota.
Por sinal, as centrais sindicais, as universidades, os melhores dos nossos pensadores, intelectuais e acadêmicos já devem, por exigência histórica e cívica, começar o “mais do mesmo” de 2018 com voadeiras magistrais na direitosa.
O xeque é iniciar o ano da graça que chega causando! Causando greves, provocações, reflexões, mobilizações e sensibilizações em torno do golpeamento; sempre ele e que avança sangrando a vida nacional; roubando aberta e desavergonhadamente o fruto do trabalho de milhões de brasileiros.
Por sinal, um bom palco para ensaiar esse necessário xeque-mate é ocupar toda, mas toda, a cidade de Porto Alegre; mas ocupar para valer! Suas ruas, praças, alamedas, universidades, enfim, todos os seus espaços públicos, inclusive o público, o integralmente  público, espaço do TRF-4.
Sinceramente… Muito menos por Lula e muito mais pela necessidade de proximidade, mais proximidade, entre movimentos sociais e suas derivadas. Pelo imperativo da força, da demonstração de força entre esquerda e direita.
Existem falanges de esquerda que juram de pé junto que o martírio de Lula e perpetrado por uma justiça “made in USA” é coisa do PT; que é exclusivo problema desse odiento PT que fez aliança com o PMDB e com a própria direita que lhe tomou o poder do país. Então… Que se lixe com os “Moros” que o próprio PT criou!
Vai achando, vai! Seria tão mais fácil se fosse apenas isso! Lula é alvo e centro de todo o desenvolvimento político militante e militar contemporâneo do pior da direita brasileira desde o integralismo de Plínio Salgado lá nos idos de 1940 mas o foco final e terminativo é o controle da população brasileira; a apropriação do trabalho nacional e dos seus rendimentos gerados e a serem gerados; é enfim, a subsunção do país aos ditames de um neocolonialismo concebido e gerido dos miúdos e poderosos centros financeiros, logo especulativos, do mundo.
O foco sou eu; é você, sua família e as pessoas que você mais ama. E creia, não estou sendo romântico em absolutamente nada; ao fim, o drama nacional em que estamos afundados admite tudo menos romantismo.
Finalmente, o xeque-mate começa porque felizmente já começou, nas ruas; deve da mesma forma, se desenvolver igualmente nas mesmas ruas e será arrematado, como tem de ser e ainda, nas ruas, avenidas e passagens deste país. O xeque, meus caros, tem nome… Se diz rua e seus tremores! Quero ver qual almofadinha togado ou não encara!?!
*Ângelo Cavalcante – Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Itumbiara.

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