Faltou focinheira!

Ângelo Cavalcante*
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A transferência do ex-governador Sérgio Cabral do Rio de Janeiro para o Paraná por determinação do juiz-justiceiro Sérgio Moro me fez lembrar de Hannibal Lecter o personagem “serial killer” e magistralmente vivido pelo ator inglês Anthony Hopkins em ‘O Silêncio dos Inocentes’ (1991).
Cabral, visivelmente abatido, surgiu de um camburão da Polícia Federal cercado por agentes armados até o esmalte dos dentes; com algemas muito bem ajustadas, acorrentado pelos pés de tal sorte que mal conseguia andar.
A imagem é absurda e de um abuso gritante! Mas não é possível que a sociedade não esteja vendo as loucuras desse juiz! É inconcebível que órgãos de controle e regulação do judiciário não estejam assistindo aos espalhafatos desse homem ensandecido?
De certo, Cabral irá dar golpes mortais de kung fu ou jiu-jitsu nas guardas que o conduzem; irá sacar, tal qual nos filmes de ação, alguma arma dos bolsos para alvejar os pretorianos que o cercam; na sequência, um “comando de libertação de Cabral” irá despontar das nuvens para salvar o ex-governador.
É trágico! Particularmente, estou com sérias desconfianças da sanidade mental desse juiz; aposto se esse indivíduo deslumbrado e inconsequente não esteja sofrendo de algo muito grave. Porque não faz sentido que essa obsessão continue! Que avance traumatizando toda a sociedade, constrangendo o Brasil diante do mundo e, é claro, arruinando com o cotidiano das instituições do país.
O país na beira de uma conflagração interna por conta do julgamento do ex-presidente Lula; os ânimos políticos exaltados ao nível de uma guerra civil; a apreensão tomando conta de todos por conta de um judiciário espetaculoso e que opera a partir de processos mal-arranjados e assentados em comprovações que sustentam o peso de uma formiga desidratada… Nada além disso e as “tiradas cinematográficas” de Dom Moro simplesmente não cessam.
Isso não é legal, não é justo e é de uma desumanidade vista apenas nos píncaros do arbítrio de 1964. É preciso que isso pare imediatamente!
*Ângelo Cavalcante – Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Itumbiara.

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