OAB-RJ realizará Seminário sobre a febre amarela e a proteção ao macaco

A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ realizará na próxima quarta-feira, dia 7 de fevereiro, o Seminário Febre Amarela: a culpa não é do macaco.

O aumento de casos da doença em alguns municípios vem chamando a atenção de autoridades de saúde e da sociedade em geral, levando a uma mobilização nacional para vacinação contra uma possível epidemia.

Em zonas de mata silvestre o aparecimento de macacos mortos pela doença tem gerado preocupação e até violência contra os animais. Por falta de informação, pessoas atacam os primatas julgando estarem eliminando o vetor da doença – que é, na verdade, o mosquito.

O presidente da CPDA/OAB-RJ, Reynaldo Velloso, explicou que o objetivo do Seminário será esclarecer a sociedade sobre a necessidade da imunização através das vacinas, os aspectos da propagação da doença e, além disso, explicar que o primata também é uma vítima do surto, assim como o ser humano.

Os palestrantes do Seminário serão: Márcia Rolim, Subsecretária de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses do Rio; Roberto Medronho, médico e epidemiologista da UFRJ; Francisco Carrera, professor de Direito Ambiental e coordenador de animais exóticos da CPDA; Márcia Chame, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora da Plataforma Biodiversidade e Saúde Silvestre; e Rogério Caldas, engenheiro florestal e advogado, coordenador de animais silvestres da CPDA.

Segundo dados técnicos de pesquisadores, os registros de febre amarela saltaram de um caso no Pará, em 2014, para 755 casos em 2017, em nove estados, com 280 mortes – 92% delas no ano passado. Neste ano, já são 43 óbitos só em Minas, São Paulo e Rio.

Gráficos do Ministério da Saúde mostram que a doença está avançando em direção aos centros urbanos na Região Sudeste.

Em quatro anos, o país passou de apenas um registro de febre amarela silvestre em 2014, no Pará, para 755 casos em 2017, espalhados por nove estados. O número do ano passado pode ser ainda maior, já que órgãos de saúde ainda investigam vários casos suspeitos no país.

Neste mesmo período (de 2014 a 2017), 280 pessoas morreram por febre amarela no país – sendo que 92% dos óbitos ocorreram no ano passado em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Segundo o Ministério da Saúde, este ano o número de mortes já chega a 43 só nos estados de Minas (17), São Paulo (14) e Rio (12).

Uma outra pesquisa, mostra que os macacos também são vítimas do avanço do vírus. Os registros de epizootias (mortes de primatas) saltaram de sete casos em 2014 (Pará, Tocantis e Distrito Federal) para 1.574 no ano passado em 11 estados.

Pesquisas demonstram que todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais, ou seja, a doença vem sendo transmitida por mosquitos que circulam na mata – o Haemagogus e o Sabethes. Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre é o fato de o mosquito transmissor se infectar a partir de um hospedeiro, que, no caso, é o macaco.

O mais alarmante é que o aumento do número de casos da doença na Região Sudeste, fez com que a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) chegasse a conclusão que existe a ameaça da urbanização da febre amarela no país, caso o governo brasileiro não realize vacinação e ações coordenadas em curtos e médios prazos com os estados e os municípios.

Em carta aberta divulgada esta semana, a entidade lembra o aumento dos números de casos e de mortes por febre amarela registrados nas últimas semanas em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Rio e Distrito Federal.

O Evento acontecerá dia 7 de fevereiro, às 15h, na sede da OAB-RJ, na Avenida Marechal Câmara, 150, 4ºandar – Plenário Evandro Lins e Silva.

Velloso informa que não há necessidade de inscrições prévias, a entrada é gratuita e a TV OAB RJ transmitirá o evento ao vivo pelo link http://www.oabrj.org.br/tv.html

Fonte: Fauna Comunicação

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